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70 itens encontrados para ""

  • Guan Moye, escritor chinês

    Nasceu na província de Shandong, em 17 de fevereiro de 1955, numa família de granjeiros, em um meio rural. Deixou a escola durante a Revolução Cultural para trabalhar numa fábrica de petróleo. Com 20 anos alistou-se no Exército Popular de Libertação, as atuais forças armadas do seu país, onde desempenhou um cargo de segurança e foi instrutor político de propaganda e nessa época começou a escrever. Seu pseudônimo foi escolhido logo no início de sua carreira e significa "não fale". Numa entrevista recente explicou que o nome se refere ao período revolucionário da década de 1950, quando seus pais o instruíam a não falar tudo o que pensa quando em público. Em 1981, publicou o seu primeiro romance que tinha escrito enquanto soldado. Em 1984, obteve um posto na Escola de Arte e Literatura do Exército, o que lhe permitiu dedicar mais tempo a escrever. Em 1987, edita o que seria um grande sucesso, "Red Sorghum", que foi adaptado ao cinema por Zhang Yimou. A película contou com os atores Gong Li e Jiang Wen, ganhando o Urso de Ouro do Festival Internacional de Berlim em 1988. Em 1996, publicou 丰乳肥臀 (traduzido em Portugal como "Peito grande, ancas largas" e editado pela Ulisseia, reeditado em 2007 pela Babel), romance que foi proibido na China, e no que desde uma visão feminina, revisa quase um século da história do seu país. Devido ao teor sexual da história, o autor foi obrigado a escrever uma autocrítica ao seu próprio livro, tendo mais tarde sido obrigado a retirá-lo de circulação. Em 2009, numa conferência na Feira do Livro de Frankfurt, respondeu às acusações de falta de independência perante o poder: "Um escritor deve exprimir crítica e indignação perante o lado negro da sociedade e a fealdade da natureza humana, mas não devemos recorrer a formas de expressão uniformes. Alguns poderão querer gritar nas ruas, mas devemos tolerar aqueles que se escondem nos seus quartos e usam a literatura para transmitir as suas opiniões".[6] Nesse mesmo ano, o escritor ganha diversos prémios, entre eles Prémio Newman para literatura chinesa. Em 2011, ganhou o Prêmio Mao Dun, o mais importante galardão literário oficial do país, sendo depois eleito vice-presidente da Associação dos Escritores da China. O seu mais recente romance, "Frog", fala de um tema especialmente sensível: a prática de abortos forçados na China devido à política de controle da natalidade imposta há três décadas sob a politica de "um casal, um filho". Seu estilo é comparado com o realismo mágico de Gabriel García Márquez. Foi laureado com o Nobel de Literatura em 2012, "que com realismo alucinatório funde contos populares, história e contemporaneidade".

  • Nikolai Leskov, escritor russo

    Nascido no dia 16 de fevereiro de 1831, foi o primeiro dos clássicos russos do século XIX a não vir da aristocracia. Descendia de membros do clero e de comerciantes, por parte de pai, e da pequena nobreza, pelo lado materno. Teve pouca educação formal e, antes de se dedicar à literatura, entra primeiro na carreira burocrática, mais tarde se torna comerciante, atividade pela qual viaja por toda a Rússia. Inicia a atividade literária na década de 1860, publicando artigos em jornais e revistas. Mas iria projetar-se como romancista polêmico. Sem saída, foi mal recebida pela crítica, que chegou a considerar o autor retrógrado. Seu romances eram de temática anti niilista, como Com as facas desembainhadas, de 1870 ou sobre o mundo religioso, como Gente da Igreja, de 1872; O peregrino incantado (1873), sua obra-prima; O anjo selado, de 1876; e Pequenos aspectos da vida arcebispal. Estes dois temas preferidos por Leskov foram fundidos em No limite do mundo. O tema do niilismo estava sendo atacado por diversos dos grandes escritores russos da época, em especial por Ivan Turgueniev em Pais e Filhos. Suas obras: Uma família decaída, (1867); Lady Macbeth do distrito de Mtsensk, (1865); A mulher belicosa, (1866); O pavão, (1868); O Peregrino encantado (1873); O mosteiro das caçulas, (1874); Vontade de ferro (1876); O canhoto (1881); O boi almiscarado (1887); O espantalho (1887); O assalto (1887). Wikipedia.

  • Ronald de Carvalho, escritor brasileiro

    O escritor Ronald de Carvalho, natural do Rio de Janeiro, faleceu no dia 15 de fevereiro de 1935, com 41 anos. Era poeta e teve atuação na política nacional. Era filho do engenheiro naval Artur Augusto de Carvalho e de Alice Paula e Silva Figueiredo de Carvalho, concluindo o curso secundário no Colégio naval. Em 1930, o seu poema Brasil foi entusiasticamente lido na conferência Poesia Moderníssima do Brasil, apresentada pelo professor Manoel de Souza Pinto, da Cadeira de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras de Coimbra (tal estudo saiu estampado depois no Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, domingo, 11 de janeiro de 1931, página 3). Foi secretário de Getúlio Vargas na Presidência da República, cargo que ocupava quando morreu. Em concurso realizado pelo Diário de Notícias, em 1935, foi eleito Príncipe dos Prosadores Brasileiros, em substituição a Coelho Neto. Colaborou, com destaque, em O Jornal e também se encontra colaboração da sua autoria na II série da revista Alma nova [12] (1915-1918) e Atlântida [13] (1915-1920). Casou com Leilah Accioly de Carvalho, com quem teve quatro filhos. Na biblioteca de Fernando Pessoa da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, existe um exemplar do livro Luz Gloriosa -- Poema de Ronald de Carvalho, com o seguinte colofon: « Terminou-se a impressão deste livro em Novembro do anno de MCMXIII, nas officinas graphicas da Casa Crès et Cie, Paris. » Este exemplar foi oferecido a Fernando Pessoa pelo autor e enviado através de Luís de Montalvor, no seu regresso a Lisboa após dois anos como secretário da Embaixada de Portugal no Rio de Janeiro. O livro tem uma dedicatória escrita pelo punho de Ronald de Carvalho: « Para as mãos de Fernando Pessôa, fraternalmente Ronaldo de Carvalho. Rio MCMXIV » Em 29 de fevereiro de 1915, Fernando Pessoa escreveu ao autor, agradecendo o livro que este lhe oferecera e fazendo uma apreciação de Luz Gloriosa: « O seu livro é dos mais belos que recentemente tenho lido. Digo-lhe isto para que, não me conhecendo, me não julgue posto a severidade sem atenção às belezas do seu Livro. Há em si o com que os grandes poetas se fazem. De vez em quando a mão do escultor faz falar as curvas irreais da sua Matéria. E então é o seu poema sobre o Cais e a sua impressão do Outono, e este e aquele verso, caído dos deuses como o que é azul no céu nos intervalos da tormenta. Exija de si o que sabe que não pode fazer. Não é outro o caminho da Beleza. » Fernando Pessoa in Correspondência (1905-1922), Lisboa: Assírio & Alvim, 1999, p.150. A crítica de Fernando Pessoa parece ter influenciado o escritor brasileiro, que iria aderir ao modernismo, destacando-se a sua intervenção na Semana de Arte Moderna. Cinco anos mais novo do que Fernando Pessoa, Ronald de Carvalho viria a morrer, por coincidência, no mesmo ano do escritor português. Ronald de Carvalho foi, em conjunto com Luís de Montalvor, diretor do primeiro número da revista literária Orpheu, publicada em Lisboa em Março de 1915, causando enorme polémica. Esta revista, de que se publicaram apenas dois números, foi uma das mais importantes no panorama literário português, contribuindo decisivamente para a introdução do modernismo em Portugal e exercendo uma duradoura influência na literatura portuguesa do século XX. Para além desses dois escritores, Orpheu publicou grandes nomes das letras portuguesas, como Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e José de Almada-Negreiros. Obras de Ronald de Carvalho: Luz Gloriosa (1913), Pequena História da Literatura Brasileira (1919), Poemas e Sonetos (1919), Epigramas Irônicos e Sentimentais (1922), Toda a América (1926), Caderno de Imagens da Europa, (1935), Poesia e Prosa, (1960), O Mercador de Prata, de Ouro e Esmeralda Imagens do México, (1929), Epigrama Uma noite em Los Andes Sabedoria Brasil

  • Edmond About, escritor francês

    Nasceu no dia 14 de fevereiro de 1828, o escritor Edmond François Valentin About. About nasceu em Dieuze, no departamento de Mosela, na região de Lorena, na França. Em 1848 ingressou na École Normale, ficando em segundo lugar no concurso anual de admissão em que Hippolyte Taine ficou em primeiro lugar. Entre seus contemporâneos de faculdade, além de Taine, estavam Francisque Sarcey, Challemel-Lacour e Prevost-Paradol. De todos eles, About foi considerado o mais vitalizado, exuberante, brilhante e "indisciplinado". Diz-se que um de seus professores lhe disse: "Você nunca será mais do que um pequeno Voltaire", e a carreira de About tendeu para a sátira espirituosa ao estilo Voltaire e comentários sobre questões contemporâneas. No final da carreira universitária ingressou na escola francesa de Atenas mas afirmou nunca ter pretendido seguir a carreira docente para a qual a École Normale era uma preparação e em 1853 regressou a França e dedicou-se à literatura e jornalismo. Depois de se estrear nas letras por um estudo intitulado A Grécia contemporânea e um romance Tolla, que levantou grandes polêmicas e também pelas Cartas de um bom rapaz a sua prima Madalena, Edmundo About escreveu para o teatro com pouco êxito. Entre e as suas obras mais conhecidas cita-se: Os Casamentos de Paris; O Rei das Montanhas; Germana; Madelon; A Questão Romana, livro em que ataca com muita malícia e vivacidade o poder temporal; O Caso do Sr. Guerin; O Homem da orelha rasgada; O Nariz de um tabelião; A velha Rocha, titulo geral de uma série de obras que apareceram separadamente e que são a continuação umas das outras: O Progresso, estudo de reformas sociais, O Turco, O Infame, Os Casamentos Provincianos, A Vida de um bom homem.

  • Georges Simenon, escritor belga

    Nascido em 13 de fevereiro de 1903, foi um romancista de uma fecundidade extraordinária: escreveu 192 romances, 158 novelas, além de obras autobiográficas e numerosos artigos e reportagens sob seu nome e mais 176 romances, dezenas de novelas, contos e artigos sob 27 pseudônimos diferentes. As tiragens acumuladas de seus livros atingem mais de 500 milhões de exemplares. É o autor belga, e o quarto autor de língua francesa mais traduzido em todo o mundo. Seu personagem mais famoso é o Comissário Maigret, personagem de 75 novelas e 28 contos. O comissário Jules Maigret apareceu em novelas e contos publicados entre 1931 e 1972, além de vários filmes para a TV, um dos quais dirigidos por Pierre Granier-Deferre, que se pode encontrar no IMDB. O pragmático, reservado e refinado Maigret investiga os assassínios à sua maneira única e lúdica e inevitavelmente descobre a verdade.

  • Julio Cortázar, escritor argentino

    Batizado com o nome de Julio Florencio Cortázar, nascido em 26 de agosto de 1914, faleceu no dia 12 de fevereiro de 1914. Nasceu em Ixelles (Bégica) e morreu em Paris (França), mas assumiu a nacionalidade argentina. Ele é considerado um dos autores mais inovadores e originais de sua época, mestre da história, prosa poética e conto em geral e criador de romances importantes que inauguraram uma nova maneira de fazer literatura no mundo hispânico, quebrando os moldes clássicos através de narrativas que escapam à linearidade temporal. Como o conteúdo de seu trabalho viaja na fronteira entre o real e o fantástico, ele geralmente é colocado em relação ao realismo mágico e até ao surrealismo. Ele viveu sua infância e adolescência e maturidade incipiente na Argentina e, desde os anos 50, na Europa. Ele morou na Itália, Espanha, Suíça e França, onde se estabeleceu em 1951 e montou algumas de suas obras. Do conjunto de sua obra, ficou famosa a Historias de cronopios y de famas, 1962 (miscelâneas) (Histórias de Cronópios e de Famas, 1964, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Valise de Cronópio, 1974, São Paulo: Perspectiva). O livro Histórias de Cronópios e de Famas foi escrito por Cortázar em Roma e Paris, no período de 1952 a 1959, mas foi publicado em 1962. Ofereceu uma espécie de reinvenção do mundo através de seus personagens, os "cronópios", os "famas" e as "esperanças", que alcançam sensibilidade e fascínio na medida em que traduzem a psicologia humana. Os cronópios, segundo Cortázar, são criaturas verdes e úmidas, distraídas, e sua força é a poesia. Eles cantam como as cigarras, indiferentes ao cotidiano, esquecem tudo, são atropelados, choram, perdem o que trazem nos bolsos e, quando saem em viagem, perdem o trem, chove a cântaros, levam coisas que não lhes servem. Os famas, pelo contrário, são organizados e práticos, prudentes, fazem cálculos e embalsamam sua lembranças; quando fazem uma viagem, mandam alguém na frente para verificar os preços e a cor dos lençóis. As esperanças "são sedentárias e deixam-se viajar pelas coisas e pelos homens, e são como as estátuas, que é preciso ir vê-las, porque elas não vêm até nós".

  • 150 anos de Condessa de Ségur

    No dia 9 de fevereiro deste ano, lembramos os 150 anos do nascimento de Condessa de Ségur, escritora russa, largamente conhecida no século XIX, como autora de obras-primas de literatura infantojuvenil. Criadora de personagens eternos para o imaginário infantil, suas principais obras são Os desastres de Sofia, As meninas exemplares e As férias, em que desenvolvem-se os personagens-mirins Sofia, Paulo, Camila e Madalena, além de Memórias de um burro. Os títulos originais de suas obras, foram: 1856 - Nouveaux Contes de fées (Novos contos de fadas), inclui Histoire de Blondine, de Bonne-Biche et de Beau-Minon, Le Bon Petit Henri, La Petite Souris grise et Ourson. 1858 - Les Petites Filles modèles (As meninas exemplares) 1858 - Les Malheurs de Sophie (Os desastres de Sofia) 1859 - Les vacances (As férias) 1860 - Les Mémoires d'un âne (Memórias de um burro) 1861 - Pauvre Blaise 1862 - La sœur de Gribouille (A irmã do inocente) 1862 - Les Bons Enfants 1863 - Les Deux Nigauds (Os dois patetas) 1863 - L'auberge de l'ange gardien (A Pousada do Anjo da Guarda) 1863 - Le Général Dourakine (O General Dourakine) 1864 - François le bossu 1865 - Un bon petit diable (Um bom diabrete) 1865 - Jean qui grogne et Jean qui rit (João que chora e João que ri) 1866 - Comédies et proverbes (Comédias e Provérbios), inclui Les Caprices de Gizelle, Le Dîner de Mademoiselle Justine, On ne prend pas les mouches avec du vinaigre, Le Forçat ou à tout péché miséricorde et Le Petit De Crac 1866 - La Fortune de Gaspard (A Fortuna de Gaspar) 1867 - Quel amour d'enfant! (A menina insuportável) 1867 - Le Mauvais Génie (O génio do mal) 1868 - Diloy le chemineau (O caminheiro) 1871 - Après la pluie, le beau temps (Depois da tempestade) O seu livro Memórias de Um Burro (1860) talvez seja o mais conhecido da escritora. Sua narrativa em torno do trabalho que o sábio burro Cadichon desenvolve em tentar mudar a imagem que os outros possuem dele de ignorante e teimoso, traz ao imaginário infantil belíssimas referências de exercício reflexivo além de busca virtuosa pelo bom comportamento.

  • Falecia hoje Halldór Laxness, escritor islandês

    Nasceu em Reykjavík, filho de Sigríður Halldórsdóttir (nascida em 1872) e Guðjón Helgason (nascido em 1870). Viveu em Reykjavík até sua juventude, e mudou-se para Laxnes (Mosfellssveit) em 1905. Quarenta anos mais tarde mudou-se para Gljúfrasteinn, Mosfellssveit. Com 14 anos escreveu o primeiro artigo, publicado no jornal Morgunblaðið, que assinou com a sigla H.G.. Não muito mais tarde publicou, com o seu nome, um artigo sobre um velho relógio no referido jornal. Durante sua carreira escreveu 51 romances, poesia, artigos de jornal, livros de viagens, peças de teatro, contos e outras obras. Em 1923, Laxness converteu-se ao catolicismo, experiência que o autor relata na obra "O grande tecelão da Caxemira (1927)". Contudo abandonou essa religião (tornou-se ateu) e aderiu ao comunismo (O livro do povo 1929 e Poemas 1930). Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1955. Faleceu em 8 de fevereiro de 1998.

  • Aniversário de Charles Dickens

    Charles John Huffam Dickens foi o mais popular dos romancistas ingleses da era vitoriana. No início de sua atividade literária também adotou o apelido Boz. As suas obras gozaram de uma popularidade sem precedentes ainda durante a sua vida e, durante o século XX, críticos e académicos reconheceram-no como um génio literário. Os seus romances e contos são extensamente lidos ainda nos dias de hoje. Apesar de os seus romances não serem considerados, pelos parâmetros atuais, muito realistas, Dickens contribuiu em grande parte para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa. Nascido em Portsmouth a 7 de fevereiro de 1812, Dickens saiu da escola aos 12 anos para ir trabalhar numa fábrica de graxa para sapatos. Na altura, o seu pai encontrava-se preso numa prisão civil. Após três anos de trabalho, ele voltou a estudar, tendo depois iniciado uma carreira como jornalista. Dickens foi editor de um jornal semanal durante 20 anos, escreveu 15 romances, cinco livros curtos, centenas de contos e artigos de não-ficção, para além de ter dado seminários e feito leituras ao vivo. Dickens era ainda um escritor incansável de cartas e participou ativamente em campanhas em defesa dos direitos infantis, da educação e de outras reformas sociais. O sucesso literário de Dickens começou com a publicação em série de The Pickwick Papers em 1836. A série tornou-se num fenómeno, em grande parte graças à introdução da personagem de Sam Weller no quarto episódio, e gerou produtos relacionados com a mesma e séries derivadas. Alguns anos depois, Dickens tinha-se tornado numa celebridade literária internacional, famoso pelo seu sentido de humor, sátira e pelas observações sagazes sobre personagens e a sociedade. Os seus romances, a maioria dos quais foi publicada em série mensalmente ou semanalmente, foram pioneiros na publicação em série de ficção, que se tornou no modelo de publicação dominante durante a Era Vitoriana. Os finais em aberto mantinham os leitores em suspense. Este formato também permitia que Dickens avaliasse a reação do seu público e muitas vezes alterava a história e o desenvolvimento das personagens em função das suas opiniões. As suas histórias eram construídas cuidadosamente e muitas vezes Dickens incluía acontecimentos da atualidade nas suas narrativas. Massas de pobres analfabetos tinham por hábito pagar um tostão para que alguém lhes lesse o episódio desse mês, o que inspirou uma nova classe de pessoas a aprender a ler. O seu conto de 1843, A Christmas Carol (Canção de Natal, ou Um Conto de Natal) continua a ser bastante popular e a inspirar adaptações em todos os meios artísticos. Oliver Twist e Great Expectations também são adaptados com frequência e, à semelhança de muitos dos seus romances, evocam imagens da Era Vitoriana em Londres. O seu romance de 1859, A Tale of Two Cities ("Conto das duas Cidades" que tem lugar em Londres e Paris) é a sua obra de ficção histórica mais conhecida. Dickens foi uma das celebridades mais famosas da sua época e era bastante procurado pelo público. No final da sua carreira, Dickens fez várias digressões onde lia as suas obras em público. O termo "Dickensian" é usado para descrever algo que faz lembrar Dickens e as suas obras, como é o caso de condições sociais e laborais precárias ou de personagens cómicas ou repugnantes.

  • Antônio Vieira, o Orador do Brasil

    António Vieira (Lisboa, Sé, 6 de fevereiro de 1608 — Salvador, 18 de julho de 1697), mais conhecido como Padre António Vieira[1] foi um filósofo, escritor e orador português da Companhia de Jesus. Na literatura, seus sermões possuem considerável importância no barroco brasileiro e português. Sua leitura ainda torna-se obrigatória diante da qualidade e do valor expressos no trato com a língua portuguesa. Uma das mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória, destacou-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu incansavelmente os direitos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. Era por eles chamado "Paiaçu" (Grande Padre/Pai, em tupi). Deixou uma obra complexa que exprime as suas opiniões políticas, não sendo propriamente um escritor, mas sim um orador. Além dos Sermões redigiu o Clavis Prophetarum, livro de profecias que nunca concluiu. Entre os seus sermões, alguns dos mais célebres são: o "Sermão da Quinta Dominga da Quaresma", o "Sermão da Sexagésima", o "Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda", o "Sermão do Bom Ladrão","Sermão de Santo António aos Peixes" entre outros. Vieira deixou cerca de 700 cartas e 200 sermões. A Obra Completa do Padre António Vieira, anotada e atualizada, começou a ser publicada em 2013, quase quatro séculos após o seu nascimento. Esta publicação em 30 volumes inclui a totalidade das suas cartas, sermões, obras proféticas, escritos políticos, sobre os judeus e sobre os índios, bem como a sua poesia e teatro, e é a primeira edição completa e cuidada de toda a sua vasta produção escrita. Um dos maiores projetos editoriais do seu género, foi o resultado de uma cooperação internacional entre várias instituições de investigação e academias científicas, culturais e literárias Luso-Brasileiras, sob a égide da Reitoria da Universidade de Lisboa. Mais de 20 mil fólios e páginas de manuscritos e impressos atribuídos a Vieira foram analisados e comparados, em dezenas de bibliotecas e arquivos em Portugal, no Brasil, em Espanha, França, Itália, Inglaterra, Holanda, México e Estados Unidos da América. Cerca de um quarto da Obra Completa consiste em textos inéditos. Este projeto, sob a direção de José Eduardo Franco e Pedro Calafate, foi desenvolvido pelo CLEPUL em parceria com a Santa Casa da Misericórdia, e publicado pelo Círculo de Leitores, com o último volume a ser lançado em 2014. Embora esta seja uma edição portuguesa, uma seleção de textos será publicada em 12 línguas como parte do projeto.

  • James Joyce, autor do moderno "Ulisses"

    James Joyce foi um famoso escritor irlandês. Ele nasceu em 02 de fevereiro de 1882, em Dublin. De família católica, estudou em escolas religiosas, porém, mais tarde, se tornou agnóstico. Morou na França, na Itália e na Suíça. Além de se dedicar à escrita, atuou como professor. O autor, que morreu em 13 de janeiro de 1941, em Zurique, começou sua carreira literária como poeta simbolista, mas logo aderiu ao movimento modernista. Suas obras apresentam caráter experimental, neologismos e realismo social. Suas narrativas são marcadas pelo monólogo interior, presente em seu famoso romance Ulisses. Inspirado na Odisseia de Homero, Ulysses (1922) é ambientado em Dublin, e narra as aventuras de Leopold Bloom e seu amigo Stephen Dedalus ao longo do dia 16 de junho de 1904. Tal como o Ulisses homérico, Bloom precisa superar numerosos obstáculos e tentações até retornar ao apartamento na rua Eccles, onde sua mulher, Molly, o espera. Para criar esse personagem rico e vibrante, Joyce misturou numerosos estilos e referências culturais, num caleidoscópio de vozes que tem desafiado gerações de leitores e estudiosos ao redor do mundo.

  • Morte de Shelley, autora de Frankenstein

    Mary Wollstonecraft Shelley, nascida Mary Wollstonecraft Godwin (Somers Town, Londres, 30 de agosto de 1797 – Chester Square, Londres, 1 de fevereiro de 1851), mais conhecida por Mary Shelley, foi uma escritora britânica, filha do filósofo William Godwin e da feminista e escritora Mary Wollstonecraft. Sua obra mais famosa, Frankenstein ou o Prometeu Moderno (Frankenstein: or the Modern Prometheus, no original em inglês), mais conhecido simplesmente por Frankenstein, é um romance de terror gótico com inspirações do movimento romântico, de autoria de Mary Shelley, escritora britânica nascida em Londres. É considerada a primeira obra de ficção científica da história. O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que constrói um monstro em seu laboratório. Mary Shelley escreveu a história quando tinha apenas 19 anos, entre 1816 e 1817, e a obra foi primeiramente publicada em 1818, sem crédito para a autora na primeira edição. Atualmente costuma-se considerar a versão revisada da terceira edição do livro, publicada em 1831, como a definitiva. O romance obteve grande sucesso e gerou todo um novo gênero de horror, tendo grande influência na literatura e cultura popular ocidental. O aclamado autor de literatura de terror Stephen King considerou Frankenstein um dos três grandes clássicos do gênero, sendo os outros dois Drácula e Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde. A obra está em domínio público e está disponível gratuitamente na Internet em língua inglesa.

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